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Carreira Pública

Q4732 – Contabilidade Geral – Fundação Getulio Vargas 2012

1Q4732

Contabilidade Geral

O enunciado a seguir refere-se às questões 79 e 80.

Determinada empresa apurou os saldos finais de cada conta patrimonial relativamente aos períodos encerrados em 31/12/20X6 e 31/12/20X7, bem como apurou o saldo final de cada conta patrimonial relativamente ao período encerrado 31/12/20X7. Entretanto, não elaborou as demonstrações contábeis na formatação estabelecida pela Lei 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações), mas disponibilizou todos os saldos conforme abaixo:

Contas patrimoniais31/12/20X631/12/20X7
Caixa10.000,0015.000,00
Contas a pagar (curto prazo)14.000,0011.900,00
Contas a receber (curto prazo)20.000,0028.000,00
Estoques42.000,0037.500,00
Empréstimos e Financiamentos (longo prazo)24.000,0020.000,00
Empréstimos e Financiamentos (curto prazo)2.400,001.600,00
Reservas de Lucros12.400,0018.400,00
Imobilizado30.800,0028.400,00
Capital Social50.000,0057.000,00
Contas de resultado (somente de 20X7)31/12/20X7
Despesas financeiras5.000,00

Redação

Os bons ventos da economia para o Brasil enchem de esperanças as caixas de sonhos da população. No contexto das possibilidades, o brasileiro se sente adulto e amadurecido num mundo de crises que estouram em cada esquina, mas que parecem não ameaçá-lo de perto.

Neste momento em que é necessário e possível ao brasileiro olhar para si e reconhecer potencialidades, fica o questionamento: somos mais ou menos tupiniquins? Ou, em outras palavras, o que é ser tupiniquim?

Discuta as ideias acima em um texto dissertativo-argumentativo em prosa.

Questão Discursiva

O ponto de partida para qualquer área do conhecimento humano deve ser sempre os princípios que a sustentam. Esses princípios espelham a ideologia de determinado sistema, seus postulados básicos e seus fins. Vale dizer, os princípios são eleitos como fundamentos e qualificações essenciais da ordem que institui.

Os princípios possuem o condão de declarar e consolidar os altos valores da vida humana e, por isso, são considerados pedras angulares e vigas-mestras do sistema.

Adicionalmente, as novas demandas sociais estão a exigir um novo padrão de informações geradas pela Contabilidade Pública, e que seus demonstrativos - item essencial das prestações de contas dos gestores públicos - devem ser elaborados de modo a facilitar, por parte dos seus usuários e por toda a sociedade, a adequada interpretação dos fenômenos patrimoniais do setor público, o acompanhamento do processo orçamentário, a análise dos resultados econômicos e o fluxo financeiro.

Considerando o exposto e, em especial, o contido na Resolução CFC 1.367/11, aprecie os itens a seguir, respondendo ao que for solicitado:

  • a) O princípio do registro pelo valor original é aplicável ao setor público?
  • b) Cite e explique cinco exemplos de valor resultante de consensos de mensuração com agentes internos ou externos.
  • c) O princípio da competência aplica-se integralmente ao setor público?
Despesas administrativas16.300,00
Receita de vendas70.000,00
Despesas comerciais21.900,00
Custos das mercadorias vendidas25.000,00
Despesa com imposto de renda360,00
A liquidez seca de 20X6 é, aproximadamente,A liquidez seca de 20X6 é, aproximadamente,A liquidez seca de 20X6 é, aproximadamente,A liquidez seca de 20X6 é, aproximadamente,A liquidez seca de 20X6 é, aproximadamente,A liquidez seca de 20X6 é, aproximadamente,
(A)1,83.
(B)3,19.
(C)4,39.
(D)1,78.
(E)0,61.
808080808080
Oretorno dopatrimônio líquidoem20X7é,
aproximadamente,aproximadamente,aproximadamente,aproximadamente,aproximadamente,aproximadamente,
(A)2,09%.
(B)9,35%.
(C)65,31%.
(D)1,40%.
(E)0,61%.

Texto para as questões 1 a 14

  • 45 50 Na Europa, supostamente mais organizada, falhou a regulamentação financeira, o que convergiu com a crise de 2008 nos EUA para dar origem à presente situação. Nesse erro se encontraram o capitalismo neoliberal americano e a "economia social de mercado" dos alemães.

Em dois continentes de importância para o mundo desdobram-se neste momento crises virtualmente existenciais no que diz respeito a seus modelos econômico-sociais.

Nos EUA, a oposição republicana a Obama tenta conquistar a Casa Branca com base em postura quase religiosa em favor da redução do imenso déficit público unicamente pela via da eliminação de gastos, com a preservação e mesmo a ampliação de vantagens tributárias que só fazem privilegiar os mais ricos.

Na Europa, o Estado do bem-estar se vê questionado. Não tanto sua essência, mas sim sua extensão passa a ser objeto de reavaliação, ao impacto de crise recessiva que tende a perdurar por longo tempo.

Enquanto isso, na China e em outras partes da Ásia Oriental viceja um autoritário capitalismo de Estado que aos olhos de alguns analistas do Ocidente constituiria modelo invejável - ainda que, pensando bem, seja esse alegado "Consenso de Pequim" (fazendo jogo de contraste com o "Consenso de Washington") de indesejável e inviável implantação em países com regimes verdadeiramente democráticos, baseados no Estado de Direito, nas liberdades civis e na economia de mercado.

Nos EUA a corrida eleitoral em curso expressa sociedade inusitadamente polarizada. E, em certo sentido, espantada e desorientada diante de nova realidade pouco assimilada: a inexorável tendência à crescente desigualdade socioeconômica.

Em 1974, o 1% mais rico detinha 9% da riqueza nacional. Hoje, possui quase 25%. Desigualdade que uns desejam enfrentar pela via do assistencialismo e de medidas de sentido distributivo e outros preferem não enxergar ou acreditam ser um mal passageiro, a ser sobrepujado pelo retorno ao "laissez-faire" e a medidas regressivas, supostamente favorecedoras dos pobres e das classes médias pela via do "trickle down" (gotejamento) da riqueza acumulada pelos ricos.

É interessante constatar, em tal contexto, o surgimento em vários países de movimentos populistas de direita (veja-se o Tea Party nos EUA) e a ausência de um pensamento de esquerda mais amplo e integrado, capaz de colocar alternativas ao que tem sido uma globalização em importantes aspectos descontrolada, que ameaça encolher as classes médias nos países desenvolvidos, trazendo riscos à própria democracia representativa.

E, surpresa!, quem a esta altura clama pelo surgimento de um lúcido pensamento de esquerda, a contrabalançar os populismos de direita, é o famoso Francis Fukuyama. Ele, que com seu livro "O Fim da História" dera como definitivo o triunfo da democracia liberal e da economia de mercado sobre o socialismo real, expressa, em recente artigo na prestigiosa "Foreign Affairs" ("O Futuro da História"), preocupação com os riscos de que os avanços tecnológicos subjacentes à globalização enfraqueçam as classes médias nos países desenvolvidos. Critica o que chama de "ausência da esquerda" e clama por nova mobilização em favor de Estados mais fortes, de medidas redistributivas e de questionamento dos privilégios das atuais elites dominantes.

1 Com base na leitura do texto e sua compreensão, analise as afirmativas a seguir:

  • I. O objetivo central do texto é apresentar uma crítica à transformação do mundo provocada pela flexibilização dos regimes democráticos na Europa e nos EUA, tendo em vista a perda da igualdade social com a crise econômica que vem assolando os dois continentes nos últimos anos.
  • II. Segundo o texto, a falha da regulamentação financeira na Europa e nos EUA levou à crise de 2008 e teve como resposta o autoritário capitalismo de Estado dos países asiáticos, que vem, por sua vez, construindo um caminho para o surgimento de movimentos de esquerda, ainda que incipientes.
  • III. O texto aponta que, em oposição aos países asiáticos, vêm surgindo movimentos de direita nos EUA e na Europa capazes de abafar uma iniciativa esquerdista de contrabalançar os efeitos da crise e a superconcentração de riqueza.

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