O enunciado a seguir refere-se às questões 79 e 80.
Determinada empresa apurou os saldos finais de cada conta patrimonial relativamente aos períodos encerrados em 31/12/20X6 e 31/12/20X7, bem como apurou o saldo final de cada conta patrimonial relativamente ao período encerrado 31/12/20X7. Entretanto, não elaborou as demonstrações contábeis na formatação estabelecida pela Lei 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações), mas disponibilizou todos os saldos conforme abaixo:
| Contas patrimoniais | 31/12/20X6 | 31/12/20X7 |
|---|---|---|
| Caixa | 10.000,00 | 15.000,00 |
| Contas a pagar (curto prazo) | 14.000,00 | 11.900,00 |
| Contas a receber (curto prazo) | 20.000,00 | 28.000,00 |
| Estoques | 42.000,00 | 37.500,00 |
| Empréstimos e Financiamentos (longo prazo) | 24.000,00 | 20.000,00 |
| Empréstimos e Financiamentos (curto prazo) | 2.400,00 | 1.600,00 |
| Reservas de Lucros | 12.400,00 | 18.400,00 |
| Imobilizado | 30.800,00 | 28.400,00 |
| Capital Social | 50.000,00 | 57.000,00 |
| Contas de resultado (somente de 20X7) | 31/12/20X7 | |
| Despesas financeiras | 5.000,00 |
Redação
Os bons ventos da economia para o Brasil enchem de esperanças as caixas de sonhos da população. No contexto das possibilidades, o brasileiro se sente adulto e amadurecido num mundo de crises que estouram em cada esquina, mas que parecem não ameaçá-lo de perto.
Neste momento em que é necessário e possível ao brasileiro olhar para si e reconhecer potencialidades, fica o questionamento: somos mais ou menos tupiniquins? Ou, em outras palavras, o que é ser tupiniquim?
Discuta as ideias acima em um texto dissertativo-argumentativo em prosa.
Questão Discursiva
O ponto de partida para qualquer área do conhecimento humano deve ser sempre os princípios que a sustentam. Esses princípios espelham a ideologia de determinado sistema, seus postulados básicos e seus fins. Vale dizer, os princípios são eleitos como fundamentos e qualificações essenciais da ordem que institui.
Os princípios possuem o condão de declarar e consolidar os altos valores da vida humana e, por isso, são considerados pedras angulares e vigas-mestras do sistema.
Adicionalmente, as novas demandas sociais estão a exigir um novo padrão de informações geradas pela Contabilidade Pública, e que seus demonstrativos - item essencial das prestações de contas dos gestores públicos - devem ser elaborados de modo a facilitar, por parte dos seus usuários e por toda a sociedade, a adequada interpretação dos fenômenos patrimoniais do setor público, o acompanhamento do processo orçamentário, a análise dos resultados econômicos e o fluxo financeiro.
Considerando o exposto e, em especial, o contido na Resolução CFC 1.367/11, aprecie os itens a seguir, respondendo ao que for solicitado:
- a) O princípio do registro pelo valor original é aplicável ao setor público?
- b) Cite e explique cinco exemplos de valor resultante de consensos de mensuração com agentes internos ou externos.
- c) O princípio da competência aplica-se integralmente ao setor público?
| Despesas administrativas | 16.300,00 |
|---|---|
| Receita de vendas | 70.000,00 |
| Despesas comerciais | 21.900,00 |
| Custos das mercadorias vendidas | 25.000,00 |
| Despesa com imposto de renda | 360,00 |
| A liquidez seca de 20X6 é, aproximadamente, | A liquidez seca de 20X6 é, aproximadamente, | A liquidez seca de 20X6 é, aproximadamente, | A liquidez seca de 20X6 é, aproximadamente, | A liquidez seca de 20X6 é, aproximadamente, | A liquidez seca de 20X6 é, aproximadamente, |
|---|---|---|---|---|---|
| (A) | 1,83. | ||||
| (B) | 3,19. | ||||
| (C) | 4,39. | ||||
| (D) | 1,78. | ||||
| (E) | 0,61. | ||||
| 80 | 80 | 80 | 80 | 80 | 80 |
| O | retorno do | patrimônio líquido | em | 20X7 | é, |
| aproximadamente, | aproximadamente, | aproximadamente, | aproximadamente, | aproximadamente, | aproximadamente, |
| (A) | 2,09%. | ||||
| (B) | 9,35%. | ||||
| (C) | 65,31%. | ||||
| (D) | 1,40%. | ||||
| (E) | 0,61%. |
Texto para as questões 1 a 14
- 45 50 Na Europa, supostamente mais organizada, falhou a regulamentação financeira, o que convergiu com a crise de 2008 nos EUA para dar origem à presente situação. Nesse erro se encontraram o capitalismo neoliberal americano e a "economia social de mercado" dos alemães.
Em dois continentes de importância para o mundo desdobram-se neste momento crises virtualmente existenciais no que diz respeito a seus modelos econômico-sociais.
Nos EUA, a oposição republicana a Obama tenta conquistar a Casa Branca com base em postura quase religiosa em favor da redução do imenso déficit público unicamente pela via da eliminação de gastos, com a preservação e mesmo a ampliação de vantagens tributárias que só fazem privilegiar os mais ricos.
Na Europa, o Estado do bem-estar se vê questionado. Não tanto sua essência, mas sim sua extensão passa a ser objeto de reavaliação, ao impacto de crise recessiva que tende a perdurar por longo tempo.
Enquanto isso, na China e em outras partes da Ásia Oriental viceja um autoritário capitalismo de Estado que aos olhos de alguns analistas do Ocidente constituiria modelo invejável - ainda que, pensando bem, seja esse alegado "Consenso de Pequim" (fazendo jogo de contraste com o "Consenso de Washington") de indesejável e inviável implantação em países com regimes verdadeiramente democráticos, baseados no Estado de Direito, nas liberdades civis e na economia de mercado.
Nos EUA a corrida eleitoral em curso expressa sociedade inusitadamente polarizada. E, em certo sentido, espantada e desorientada diante de nova realidade pouco assimilada: a inexorável tendência à crescente desigualdade socioeconômica.
Em 1974, o 1% mais rico detinha 9% da riqueza nacional. Hoje, possui quase 25%. Desigualdade que uns desejam enfrentar pela via do assistencialismo e de medidas de sentido distributivo e outros preferem não enxergar ou acreditam ser um mal passageiro, a ser sobrepujado pelo retorno ao "laissez-faire" e a medidas regressivas, supostamente favorecedoras dos pobres e das classes médias pela via do "trickle down" (gotejamento) da riqueza acumulada pelos ricos.
É interessante constatar, em tal contexto, o surgimento em vários países de movimentos populistas de direita (veja-se o Tea Party nos EUA) e a ausência de um pensamento de esquerda mais amplo e integrado, capaz de colocar alternativas ao que tem sido uma globalização em importantes aspectos descontrolada, que ameaça encolher as classes médias nos países desenvolvidos, trazendo riscos à própria democracia representativa.
E, surpresa!, quem a esta altura clama pelo surgimento de um lúcido pensamento de esquerda, a contrabalançar os populismos de direita, é o famoso Francis Fukuyama. Ele, que com seu livro "O Fim da História" dera como definitivo o triunfo da democracia liberal e da economia de mercado sobre o socialismo real, expressa, em recente artigo na prestigiosa "Foreign Affairs" ("O Futuro da História"), preocupação com os riscos de que os avanços tecnológicos subjacentes à globalização enfraqueçam as classes médias nos países desenvolvidos. Critica o que chama de "ausência da esquerda" e clama por nova mobilização em favor de Estados mais fortes, de medidas redistributivas e de questionamento dos privilégios das atuais elites dominantes.
1 Com base na leitura do texto e sua compreensão, analise as afirmativas a seguir:
- I. O objetivo central do texto é apresentar uma crítica à transformação do mundo provocada pela flexibilização dos regimes democráticos na Europa e nos EUA, tendo em vista a perda da igualdade social com a crise econômica que vem assolando os dois continentes nos últimos anos.
- II. Segundo o texto, a falha da regulamentação financeira na Europa e nos EUA levou à crise de 2008 e teve como resposta o autoritário capitalismo de Estado dos países asiáticos, que vem, por sua vez, construindo um caminho para o surgimento de movimentos de esquerda, ainda que incipientes.
- III. O texto aponta que, em oposição aos países asiáticos, vêm surgindo movimentos de direita nos EUA e na Europa capazes de abafar uma iniciativa esquerdista de contrabalançar os efeitos da crise e a superconcentração de riqueza.