Além da função comunicativa, as línguas naturais têm outra importante função que é a de suporte linguístico para a estruturação do pensamento, o que frequentemente é ignorado por especialistas envolvidos na educação do surdo que consideram a língua apenas como meio de comunicação. Os defensores da chamada comunicação total não cessam de enfatizar que o importante para o surdo e para o educador é que a mensagem seja veiculada. Não interessam os meios.
Se focalizarmos apenas a função comunicativa da linguagem, teremos que reconhecer que existem diferentes níveis de comunicação.
O oralismo considera que a comunicação surdo-ouvinte seja o fator mais importante para a integração social do surdo. Nossa experiência com surdos apenas oralizados sugere que a comunicação é gratificante apenas quando se trata de situações mais corriqueiras, tais como introduções conversacionais e observações sobre o tempo ou o ambiente.
Para uma comunicação efetiva em qualquer nível, pressupõe-se que os interlocutores dominem perfeitamente não apenas as regras ou convenções fonológicas e sintáticas como também as semânticas e pragmáticas.
Lucinda Ferreira Brito. Integração social e educação de surdos. Rio de Janeiro: Babel Editora, 1993, p. 87-9 (com adaptações).
Assinale a opção correta, a partir do texto apresentado.