Tomemos, por exemplo, a tragédia Édipo Rei, de Sófocles. Nela, conta-se que Édipo, filho abandonado para morrer por seu pai Laio, volta a sua cidade natal sem saber da sua real história, mata aquele que mais tarde descobriria ser seu pai e casa-se com aquela que só mais tarde saberia ser sua mãe. Torna-se rei de Tebas e assim cumpre seu destino vaticinado pelo Oráculo. Quando Édipo intuiu ser ele próprio o assassino procurado por Tebas, levou o inquérito até o fim, como se estivesse em busca da própria identidade. Apesar de no final vencer a irracionalidade, Édipo não foi ser passivo.
Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins. Filosofando: introdução à Filosofia. São Paulo: Moderna, 2009, p. 235 (com adaptações). Para Nietzsche, tragédias como a de Édipo revelam