Eleonora Fabião, ao discorrer sobre “Corpo Cênico, Estado Cênico” (2010), escreve:
Imagino a praia às nove da manhã. Maresia, azul e luz. Lembro da sensação da correnteza repuxando as pernas e os passos, do impacto firme da primeira onda e chuá.
Mergulho: água fria no couro cabeludo quente.
Submersa: que passem por mim ondas de ondas, fluxos e refluxos do tempo.
Olho em volta: a firmeza da paisagem apesar do mar, do vento e do pássaro: a vertigem do fixo-móvel.
Já fora d’água: o corpo distendido no espaço.
A praia se foi com uma onda e eu fiquei na sala – salgada.
Imaginar transforma a matéria.
Rememorar transforma a matéria.
Revista Contrapontos - Eletrônica, Vol. 10 - n. 3 - p. 321-326 / set-dez 2010.
Nesse contexto, o pensamento de Fabião versa sobre