Quando oiei a terra ardendo
Qual fogueira de São João
Eu preguntei a Deus do céu, uai
Por que tamanha judiação
Que braseiro, que fornaia
Nem um pé de prantação
Por farta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão
Por farta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão
TEIXEIRA, Humberto. Asa Branca. Rio de Janeiro: RCA. Vitor, 1947.
É que, de todos os instrumentos de controle e coerção social, a linguagem talvez seja o mais complexo e sutil. Para construir uma sociedade tolerante com as diferenças é preciso exigir que as diversidades nos comportamentos linguísticos sejam respeitadas e valorizadas.
Disponível em: <www.stellabortoni.com.br>. Acesso em: 04 abr. 2017. Como se pode observar, os versos de Humberto Teixeira apresentam termos que se associam à forma gráfica e fonética peculiar a uma determinada classe social e a um contexto regionalizado. Levando em conta a opinião de Marcos Bagno, o professor de Língua Portuguesa, ao trabalhar esses versos em sala de aula, deve