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Carreira Pública

TÍTULO III – DO ESTADO · CAPÍTULO II – DA ORGANIZAÇÃO DOS PODERES · Seção III – Do Poder Judiciário · Subseção IX – Do Controle de Constitucionalidade

Art. 118 da Constituição de Minas Gerais

Constituição do Estado de Minas Gerais · texto compilado e atualizado em 16/10/2026

Art. 118 São partes legítimas para propor ação direta de inconstitucionalidade e ação declaratória de constitucionalidade:

Redação dada pelo art. 2º da Emenda à Constituição nº 88, de 2/12/2011.

I o Governador do Estado;

II a Mesa da Assembleia;

III o Procurador-Geral de Justiça;

IV o Prefeito ou a Mesa da Câmara Municipal;

V o Conselho da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção do Estado de Minas Gerais;

VI partido político com representação na Assembleia Legislativa do Estado;

Redação dada pelo art. 33 da Emenda à Constituição nº 84, de 22/12/2010.

VII entidade sindical ou de classe com base territorial no Estado;

VIII a Defensoria Pública.

Acrescido pelo art. 2º da Emenda à Constituição nº 88, de 2/12/2011.

§ 1º Aplica-se o disposto neste artigo à ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo municipal em face da Constituição da República. (Expressão "em face da Constituição da República" declarada inconstitucional em 12/2/2003 - ADI 508. Acórdão publicado no Diário Oficial da União em 19/2/2003.) (Expressão "em face da Constituição da República" declarada inconstitucional em 12/2/2003 - ADI 699. Acórdão publicado no Diário Oficial da União em 19/2/2003.)

§ 2º O Procurador-Geral de Justiça será ouvido, previamente, nas ações diretas de inconstitucionalidade.

§ 3º Declarada a inconstitucionalidade, a decisão será comunicada à Assembleia Legislativa ou à Câmara Municipal.

§ 4º Reconhecida a inconstitucionalidade por omissão de medida para tornar efetiva norma desta Constituição, a decisão será comunicada ao Poder competente para adoção das providências necessárias à prática do ato ou início do processo legislativo, e, em se tratando de órgão administrativo, para fazê-lo em trinta dias, sob pena de responsabilidade.

§ 5º Quando o Tribunal de Justiça apreciar a inconstitucionalidade, em tese, de norma legal ou ato normativo estadual, citará, previamente, o Advogado-Geral do Estado e o Procurador-Geral da Assembleia Legislativa, que defenderão o ato ou texto impugnado, ou, no caso de norma legal ou ato normativo municipal, o Prefeito e o Presidente da Câmara Municipal, para a mesma finalidade.

Redação dada pelo art. 4º da Emenda à Constituição nº 56, de 11/7/2003.

§ 6º Somente pelo voto da maioria de seus membros ou de seu órgão especial poderá o Tribunal de Justiça declarar inconstitucionalidade de lei ou ato normativo estadual ou municipal, incidentalmente ou como objeto de ação direta, ou declarar a constitucionalidade de lei ou ato normativo estadual ou municipal que seja objeto de ação declaratória de constitucionalidade.

Redação dada pelo art. 2º da Emenda à Constituição nº 88, de 2/12/2011.

§ 7º As decisões definitivas de mérito proferidas pelo Tribunal de Justiça nas ações diretas de inconstitucionalidade e nas ações declaratórias de constitucionalidade produzirão eficácia contra todos e efeito vinculante relativamente aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta nas esferas estadual e municipal.

Acrescido pelo art. 2º da Emenda à Constituição nº 88, de 2/12/2011.

§ 8º Em caso de necessidade de esclarecimento de matéria ou circunstância de fato ou de notória insuficiência das informações existentes nos autos, poderá o relator requisitar informações adicionais, designar perito ou comissão de peritos para que emita parecer sobre a questão ou fixar data para, em audiência pública, ouvir depoimentos de pessoas com experiência e autoridade na matéria.

Acrescido pelo art. 2º da Emenda à Constituição nº 88, de 2/12/2011.

§ 9º Na hipótese de processamento simultâneo de ação direta de inconstitucionalidade e de ação declaratória de constitucionalidade que tenham identidade de objeto, o Tribunal de Justiça adotará as medidas necessárias à efetivação do princípio da economia processual, ouvindo-se todos os envolvidos nesses processos a fim de assegurar o princípio do contraditório e da ampla defesa.

Acrescido pelo art. 2º da Emenda à Constituição nº 88, de 2/12/2011.

§ 10 O disposto neste artigo aplica-se, no que couber, à arguição de descumprimento de preceito fundamental decorrente desta Constituição.

Acrescido pelo art. 2º da Emenda à Constituição nº 110, de 4/11/2021.

Texto compilado para estudo. Em caso de divergência, vale a publicação oficial. Fonte oficial

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