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Carreira Pública

Q80213 – Economia – Fundação CESGRANRIO 2024

1Q80213

Economia

Nas últimas décadas, a maioria dos Bancos Centrais abandonou a execução da política monetária de forma discricionária e passou a manejá-la através de regras estritas de fixação da taxa de juros nominal básica de curto prazo (denominada policy rate). A equação seguinte expressa a regra de Taylor, a mais conhecida regra de política monetária, utilizada por diversos Bancos Centrais que perseguem metas de inflação, explícitas ou implícitas, na atualidade:

Figura do enunciado (recorte da prova original)

em que i é a taxa de juros nominal básica de curto prazo, fixada pelo Banco Central; r* é a taxa de juros real neutra; π é a taxa de inflação efetivamente observada; π* é a meta de inflação; Y é o PIB real efetivo; Y* é o PIB real potencial (de pleno-emprego); α e β são os pesos concedidos pela autoridade monetária aos objetivos de alcançar a meta de inflação e de atingir o pleno-emprego, respectivamente; e os subscritos t são o período de tempo (anual). Considere um Banco Central que maneje a política monetária, de acordo, estritamente, com a regra de Taylor, conferindo pesos iguais aos objetivos de manter a estabilidade de preços e de atingir o pleno-emprego, ou seja, α e β = 0,5. Admita, adicionalmente, que, ao decidir fixar a taxa de juros nominal básica de curto prazo i, o Conselho de Política Monetária (Copom) desse Banco Central baseie-se nos seguintes indicadores: r* = 4% πₜ = 6% a.a. π* = 3% a.a. Na hipótese de que o hiato do produto seja igual a zero e o Banco Central se oriente pela regra de Taylor, o Copom deverá fixar a taxa nominal básica de juros de curto prazo i, de tal sorte que essa mesma taxa, em termos reais (isto é, a taxa de juros real básica de curto prazo, ex post), seja

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